A MÚSICA É PERIGOSA
Esta era a impressão que a música representava para o cineasta Federico Fellini. Segundo ele, a música era capaz de aguçar os instintos mais primitivos e perigosos do homem, sendo que ele se sentia muito frágil diante da música.
Esta era a impressão que a música representava para o cineasta Federico Fellini. Segundo ele, a música era capaz de aguçar os instintos mais primitivos e perigosos do homem, sendo que ele se sentia muito frágil diante da música.
Desde 1970 comecei acompanhar a trajetória de Nicola Piovani exatamente no momento em que começava sua parceria com o cineasta Marco Bellochio. A partir dos anos oitenta, comecei a adquirir suas trilhas sonoras em CD.
Nicola Piovani começou sua trajetória de compositor de trilhas para o cinema, mas alguns anos depois enveredou pelos palcos dos teatros para colocar música em espetáculos cênicos a partir de 1972 na peça do poeta revolucionário e futurista russo Vladimir Majakovskij, O Banho com direção de Carlo Cecchi.
Não se trata de nenhuma nota de caráter policial, mas sim cinematográfica. Ontem no Festival de Cannes o novo filme do cineasta italiano Marco Belocchio, O TRAIDOR encantou a plateia do Festival de Cannes, sendo aplaudido por treze minutos.
Ao assistir ao filme de Marco Belocchio de 1970 o que me impressionou sobremaneira foi aquele tema principal com uma fusão perfeita de instrumentos e vozes. Como havia entrado na sala de projeção aos cinco minutos do início do filme, perdi os créditos iniciais para saber quem era o autor da trilha sonora.
Por ocasião da abertura do 10º Festival de Cinema de Bari na Itália, o grande homenageado foi o compositor Ennio Morricone, que após receber a chave da cidade, foi homenageado pelo seu amigo, o compositor e maestro Nicola Piovani.
Sou do tempo das matinês onde os meus amiguinhos levavam gibis para serem trocados. Eu, na contramão, levava um caderno no qual fazia as anotações relativas ao fiLeia mais...