Segundo Gogol, a função da imagem é expressar a própria vida e não conceitos e reflexos sobre ela. Quanto a realização cinematográfica, não nos cabe discutir aspectos relacionados se as filmagens são externas ou em estúdios. Antes de rodar determinada cena, sabemos que vários são os fatôres que concorrem para o êxito ,seja na preparação dos planos, seja a discussão de pormenores como o próprio desenho de cada tomada. Também não cabe discutir que tipo de campo, profundidade, perspectivas e fatores de distorção. O nosso assunto é sobre aquelas cenas que já fazem parte da própria história do cinema, que também são chamadas de antológicas. Atores formidáveis, cenários magníficos, mas afinal, o que será que vai acontecer? Para valorizar sobremaneira um trabalho cinematográfico não podemos esquecer da cenografia, que sem dúvida, se torna a responsável pelo enriquecimento da qualificação fílmica. Iniciando os exemplos, não poderíamos deixar de focalizar aquele que se especializou em cenas, que lhe valeram a marca de “mestre do suspense”, Alfred Hitchcock. Este notável cineasta chamado Alfred Hitchcock deu mostras da sua originalidade quando em INTRIGA INTERNACIONAL, temos a cena do avião que persegue o personagem Roger Tornhill ( Cary Grant). Uma cena desprovida de tôda verossimilhança e de toda significação, mas que justamente neste ponto é que o cinema cumpre o seu papel como o da arte do inusitado. No caso do mestre do suspense, se não fosse inusitado, por certo não haveria suspense, tudo seria lógico. Antes da música de Bernard Herrmann, uma sonorização perfeita no sentido de preencher qualquer vazio sonoro. A presença da música só se justificaria no desfecho da sequência e de forma robusta e vigorosa.