A TRILHA REJEITADA DE RUAS DE FOGO.
Em 1984 a carreira de James Horner seguia de vento em popa com o grande sucesso da sua trilha sonora do filme KRULL. Além disso ele já começava a desfrutar de prestígio junto aos produtores de Hollywood.
Em 1984 a carreira de James Horner seguia de vento em popa com o grande sucesso da sua trilha sonora do filme KRULL. Além disso ele já começava a desfrutar de prestígio junto aos produtores de Hollywood.
As diferenças de concepções musicais para o cinema, em se tratando dos continentes, tem ensejado no cinema algumas situações no mínimo curiosas e inusitadas. Em 1986, por ocasião do filme A LENDA de Ridley Scott o compositor contratado para a trilha sonora foi Jerry Goldsmith. Certa vez, numa entrevista Goldsmith chegou a admitir que considerava um de seus melhores trabalhos produzidos para o cinema.
Muitas vezes nem mesmo prevalece o pensamento do diretor do filme sobre a música, pois existe muita ingerência a partir dos próprios produtores e do estúdio. Em 1973 o cineasta William Friedkin estava se preparando para dirigir o clássico do cinema de terror O EXORCISTA.
Quando ocorre uma divergência entre o que pensa o diretor e o compositor sobre a música e esse impasse não consegue ser superado, então ou o compositor se curva ao pensamento do diretor ou abandona o projeto. Agora vamos focalizar um episódio que se traduz como um dos mais injustos com a figura de um compositor que está no fato desse ter o seu trabalho rejeitado e nem ao menos ser notificado sobre isso e alimentar, portanto, a expectativa de que sua música foi aceita para o filme. Isso aconteceu por ocasião do filme 2001 UMA ODISSEIA NO ESPAÇO.
A rejeição de uma trilha que pode partir do próprio diretor do filme, mas nem sempre é isso que ocorre, pois essa rejeição muitas vezes pode partir do produtor, daquele que está financiando o filme também conhecido como produtor executivo e que chega a dar palpites em praticamente tudo, inclusive a música.
Neste programa estamos finalizando a série especial sobre a historia mundial do cinema através da música abordando os Estados Unidos. A década de noventa, tivemos importantes produções cinematográficas e começando pelo ano de 1990 poderíamos destacar alguns títulos importantes como Edward Mãos de Tesoura com Johnny Deep, Esqueceram de Mim com o então garotinho Macaulin Culkin, A Lista de Schindler de Spielberg e alguns que renderam sequências como foi o caso de Homens de Preto e Matrix. Os irmãos Coen brilham com o humor negro de Fargo.
Neste segundo programa retomamos a trajetória a partir da década de sessenta. Em 1961 houve uma tentativa de investir em musicais oferecendo uma adaptação de Romeu e Julieta moderno protagonizado por imigrantes porto-riquenhos através do filme Amor Sublime Amor. O filme custou 6 milhões de dólares e foi um autêntico sucesso na festa do Oscar arrebatando 10 estatuetas. Mas, apesar de ter faturado 43 milhões de dólares o filme não conseguiu permanecer na memória dos americanos.
Estamos chegando no antepenúltimo programa da serie especial, último país a ser focalizado na historia mundial do cinema, através da música. Chegamos nos Estados Unidos, onde vamos apresentar os três últimos programas, dedicados a maior indústria cinematográfica do mundo.
O início da atividade cinematográfica no Brasil leva em consideração dois aspectos. O primeiro é do que os pesquisadores denominam de Era Primitiva e o divisor de águas nesse sentido é o filme de 1913, Crime dos Banhados, filmado em Pelotas, Rio Grande do Sul por Francisco Santos. Nessa época a atividade entrou numa crise determinada pela dificuldade de importação da película virgem, principalmente em decorrência da Primeira Guerra.
Sou do tempo das matinês onde os meus amiguinhos levavam gibis para serem trocados. Eu, na contramão, levava um caderno no qual fazia as anotações relativas ao fiLeia mais...